quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Humanidade está perdendo batalha contra superbactérias, dizem especialistas

A resistência dos microorganismos aos mais diferentes tipos de antibióticos tem se tornado um problema de saúde pública praticamente no mundo todo, em 2010 no Brasil a OMS passou a reforçar a solicitação de receitas controladas para a prescrição de antibióticos, com o objetivo de minimizar o uso exacerbado deste medicamento. Um exemplo dessa resistência é o microorganismo encontrado nas reservas de água de Nova Délhi e que possivelmente contaminou milhares de pessoas que as consumiram. Foram coletadas amostras de água filtrada e de água da torneira e em ambas pesquisas foram encontrados o microorganismo resistente. Além disso, a preocupação está em descobrir novos antibióticos que auxiliem no tratamento dos indivíduos  infectados. 


Enviado por: Helen Alves de Assis

Novidades em vacinação infantil: VSR - o vírus que tira o sono dos pediatras


Muito semelhante ao resfriado e é velho conhecido nos consultórios pediátricos, frequentes em crianças menores de dois anos, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), foi uma das novidades abordadas no XV Congresso Brasileiro de Infectologia Pediátrica.
Esse vírus causa bronquiolite, podendo gerar internações e até mortes, em prematuros, crianças com cardiopatias congênitas ou que tenham doença pulmonar crônica fruto da prematuridade, consideradas pelos especialistas como o grupo de risco.
                O vírus, principal causa de internação em bebês prematuros, entra no organismo pela mucosa nasal ou pelos olhos e pode ser transmitido pelo tato direto ou não. Hábitos como lavar as mãos antes de agarrar a criança e tossir com a mão na boca evitam a incidência desse vírus.
O Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos colocou a tosse higiênica como item de sua campanha. No plano ideal, essas crianças também deveriam evitar aglomerados, como creches e eventos, até o 1° ano de vida. No caso dos que têm problemas cardíacos ou pulmonares, a indicação avança até os 2 primeiros anos. O aleitamento materno exclusivo é essencial  pois  fornece anticorpos.
Ainda não foi criada uma vacina específica para esse vírus, que tem picos de incidência de fevereiro a agosto. Apenas um medicamento (palivizumabe), com o anticorpo (célula de defesa) pronto, está disponível no mercado. O governo do Estado de São Paulo foi pioneiro e criou uma norma em 2007 para oferecer o remédio em casos especiais.
São recomendadas no máximo cinco doses, uma picadinha por mês em uma região muscular, cujo valor da unidade varia de R$ 3 a R$ 4 mil. Um frasco pode ser utilizado em mais de uma dose. 

 
Enviado por: Jéssica Pereira - 49057

Vacina contra um dos tipos mais comuns de malária apresenta bons resultados em testes com crianças africanas e pode chegar ao mercado em 2015. Apesar de não ser capaz de extinguir a doença, o medicamento promete controlá-la e incentiva pesquisas nacionais na área.

Em pesquisa financiada pela empresa farmacêutica GlaxoSmithKlein (GSK) e pela organização sem fins lucrativos Path, uma candidata vacina contra a malária consegue reduzir pela metade o risco de crianças entre cinco meses e um ano e meio contraírem um dos quatro tipos da doença.
   Os resultados preliminares, publicados na revista New England Journal of Medicine, são fruto de 10 anos de testes com crianças de sete países da África subsaariana atormentados pela malária causada pelo parasita Plasmodium falciparum, transmitido pela picada de mosquitos do gênero Anopheles. 
   Esse tipo da doença é um dos mais comuns na região, matando por ano cerca de 800 mil pessoas, na maioria crianças com menos de cinco anos. No Brasil, no entanto, esse tipo de malária é raro, sendo mais comum a causada por outra variante do parasita, o P. vivax.
   Como a maioria das vacinas preventivas, a RTS.S – sigla dada à nova alternativa profilática – ativa o alerta do sistema imunológico contra o parasita invasor assim que ele entra na corrente sanguínea, impedindo que infecte as células do fígado, o que desencadeia os sintomas da doença.
   Para dar o alerta aos anticorpos, a vacina conta com uma proteína extraída da membrana externa do P. falciparum.
   Os testes mais recentes com a RTS.S, já em sua terceira e última fase antes do pedido de aprovação da vacina, foram feitos com 6 mil crianças acompanhadas por uma equipe de pesquisadores durante 12 meses após a vacinação.
   A eficácia da vacina variou de acordo com a gravidade da doença. Entre as crianças que receberam a RTS.S, houve uma diminuição de 56% da ocorrência da chamada malária clínica (mais branda) em relação às crianças não vacinadas, e de 47% da malária severa (mais grave) durante o período do estudo.
   Apesar de as taxas não serem altas se comparadas às das vacinas em uso, que costumam ter eficácia acima de 80%, especialistas concordam que a RTS.S é uma importante ferramenta no controle da malária.
   “A vacina pode ter um grande impacto na África se diminuir pela metade as ocorrências da malária”, diz o imunologista Maurício Rodrigues, da Universidade de Federal de São Paulo (Unifesp). “E o fato de ter sido testada com crianças é muito importante porque elas tendem a desenvolver formas mais graves da doença, como a malária cerebral, que pode comprometer a capacidade cognitiva.”
   Ainda serão feitos testes com crianças mais novas, de 6 a 12 semanas, que devem durar até o final do ano que vem. Se aprovada pelas autoridades regulatórias e recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacina deve chegar ao mercado em 2015.


Noticia completa em: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2011/10/forte-candidata


Publicado em: http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1102287?query=featured_home&#t=articleTop

Enviado por: Amanda Lucena Fernandes - 49037

Cientistas 'barram' contaminação pela malária

Rota que as cepas do parasita da malária usam para entrar nos glóbulos vermelhos do sangue foi identificada. Descoberta ajuda na criação de vacina

Cientistas do Instituto Wellcome Trust Sanger, no Reino Unido, descobriram como fazer que o parasita da malária não se espalhe pela corrente sanguínea, aumentando as possibilidades da criação de uma vacina eficaz. A pesquisa foi publicada na edição desta semana da revista científica Nature.
De acordo com os especialistas, o mecanismo de entrada essencial é comum para todas as cepas do parasita mais letal, o Plamodium falciparum. Com isso, uma futura vacina poderia ser eficaz para o conjunto das cepas do parasita. Até agora, pensava-se que o parasita P. falciparum dispusesse de várias opções para vencer as defesas das células do sangue.
O coautor do estudo Gavin Wright, contudo, descobriu que a interação entre uma molécula específica do parasita, chamada "ligand PfRH5", e um receptor do glóbulo vermelho, a basigina (BSG), é indispensável para a infecção.  Ainda de acordo com o estudo, os anticorpos anti-BSG podem bloquear a infecção das células sanguíneas, seja qual for a cepa experimentada em laboratório.
A descoberta deste receptor único, que pode ser fixado para deter a invasão do parasita através do sangue, deixa de esperar uma solução mais eficaz que um dia poderá erradicar a doença. Atualmente, a malária ainda mata 781.000 pessoas ao ano e 85% das crianças com menos de cinco anos na África subsaariana, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
(Com agência France-Presse)


Enviado por: Ana Luiza Neunfeld

HIV na mira de vacina brasileira

Uma nova vacina preventiva para Aids está obtendo resultados promissores em testes com camundongos. Desenvolvido por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), o composto tem como diferencial conseguir driblar a principal característica do vírus HIV: sua mutabilidade.
O HIV replica-se e espalha-se muito rapidamente pelo organismo. Como não há tempo para o controle de qualidade da replicação, ocorrem erros nesse processo e o vírus muda de forma. Assim, cada pessoa infectada passa a ter uma diversidade viral.
A nova vacina utiliza fragmentos de proteínas do HIV que se mantêm conservados na maioria das formas do vírus e são responsáveis por deflagrar a resposta imunológica do organismo. Esses fragmentos foram retirados do subtipo B do vírus, que responde por 90% dos casos de Aids no Brasil.
A escolha dos fragmentos foi feita com base no monitoramento, iniciado em 2001, de um grupo especial de portadores de HIV, os chamados progressores lentos. Esses pacientes permanecem durante dez anos ou mais sem apresentar qualquer infecção, enquanto a média para aparição de sintomas é de cinco anos.
“Os fragmentos selecionados são capazes de gerar uma resposta imunológica em 100% dos progressores lentos e 90% dos pacientes de outros grupos”, diz o imunologista Edécio Cunha-Neto, que coordena a pesquisa.
Cunha-Neto explica que os fragmentos de proteína estimulam a produção de linfócitos T CD4, o principal alvo do HIV. Essas células regem as principais funções do organismo no controle de uma infecção: estimulam tanto células que produzem anticorpos quanto os linfócitos T CD8, que liberam toxinas em resposta ao vírus e matam as células infectadas.
A maioria das vacinas elaboradas até então focava no estímulo ao aumento dos linfócitos T CD8, mas a resposta dessas células é menos eficaz se os linfócitos T CD4 não estão ativados, ou seja, se ainda não tiveram contato com o vírus e não receberam estímulo para alimentar a resposta imune.

notícia completa: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2011/04/hiv-na-mira-de-vacina-brasileira

Liliam de Lima Lemos - 49024

Pesquisadores desenvolvem vacina contra Aids com 90% de eficácia

Uma equipe de pesquisadores espanhóis criou um protótipo de vacina contra o HIV "muito mais potente" que os desenvolvidos até agora. Os testes conseguiram uma resposta imune para 90% das pessoas sadias que foram expostas ao vírus.
A descoberta foi apresentada nesta quarta-feira em entrevista coletiva pelos responsáveis pela pesquisa, Mariano Esteban, do Centro Nacional de Biotecnologia do Conselho Superior de Pesquisas Científicas da Espanha (CSIC), Felipe García, do Hospital Clínic de Barcelona, e Juan Carlos López Bernaldo de Quirós, do Hospital Gregorio Marañón de Madri.
Após manifestarem uma grande eficácia em ratos e macacos, os testes começaram a ser aplicados em seres humanos há cerca de um ano. Nesta primeira fase, a vacina foi aplicada em 30 pessoas sadias, escolhidas entre 370 voluntários.
Durante o teste, seis pessoas receberam placebo e 24 a vacina. Estas últimas apresentaram "poucos" e "leves" efeitos secundários (cefaleias, dor na zona da injeção e mal-estar geral). Por isso, é possível afirmar que "a vacina é segura para continuar com o desenvolvimento clínico do produto", ressaltou Quirós.
Em 95% dos pacientes, a vacina gerou defesa (normalmente atinge 25%) e, enquanto outras vacinas estimulam células ou anticorpos, este novo protótipo "conseguiu estimular ambos", destacou Felipe García.
Para completar, em 85% dos pacientes as defesas geradas se mantiveram durante pelo menos um ano, "que neste campo significa bastante tempo", acrescentou.


 
Enviado por: Vanice R. Poester

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Notícia: Imunoterapia pode ser nova arma no combate ao câncer de pâncreas


Um estudo atual realizado por pesquisadores do Baylor College of Medicine, nos Estados Unidos, está testando uma nova imunoterapia no combate ao câncer de pâncreas. O objetivo é criar uma "vacina" que possa ativar o sistema imunológico de uma pessoa, para atacar o câncer microscópico que pode ser eliminado depois que um tumor é removido, cirurgicamente.
"Quando as pessoas falam sobre o câncer de pâncreas é normalmente com uma perspectiva negativa," disse o pesquisador William Fisher. "Pacientes que passaram por cirurgia têm geralmente uma recorrência da doença. A doença está retornando, porque há células cancerosas microscópicas deixadas para trás que não podemos detectar e remover, completamente", acrescentou Fisher.
A vacina funciona por meio da ativação de uma proteína que treina o sistema imunitário para lançar uma forte rejeição a quaisquer células de câncer pancreático remanescente.
"Os pesquisadores criaram a vacina, a partir de uma célula de câncer pancreático, que foi manipulada para expressar uma proteína que não é encontrada em seres humanos. Essa proteína faz com que o corpo a rejeite", disse Fisher. "É o mesmo princípio, através do qual o corpo rejeita objetos estranhos, tais como os órgãos transplantados, de modo que a vacina faz com que o sistema imunológico combata as células cancerosas."
"Estamos na fase inicial de algo muito interessante na pesquisa do câncer de pâncreas. Nós pretendemos sequenciar o genoma de tumores desse tipo de câncer. Isso vai ser realmente uma abordagem genômica personalizada para tratar a doença", concluiu Fisher.

Fonte:

Enviado por:  Vinícius Ramos Puccinell