quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Cientistas 'barram' contaminação pela malária

Rota que as cepas do parasita da malária usam para entrar nos glóbulos vermelhos do sangue foi identificada. Descoberta ajuda na criação de vacina

Cientistas do Instituto Wellcome Trust Sanger, no Reino Unido, descobriram como fazer que o parasita da malária não se espalhe pela corrente sanguínea, aumentando as possibilidades da criação de uma vacina eficaz. A pesquisa foi publicada na edição desta semana da revista científica Nature.
De acordo com os especialistas, o mecanismo de entrada essencial é comum para todas as cepas do parasita mais letal, o Plamodium falciparum. Com isso, uma futura vacina poderia ser eficaz para o conjunto das cepas do parasita. Até agora, pensava-se que o parasita P. falciparum dispusesse de várias opções para vencer as defesas das células do sangue.
O coautor do estudo Gavin Wright, contudo, descobriu que a interação entre uma molécula específica do parasita, chamada "ligand PfRH5", e um receptor do glóbulo vermelho, a basigina (BSG), é indispensável para a infecção.  Ainda de acordo com o estudo, os anticorpos anti-BSG podem bloquear a infecção das células sanguíneas, seja qual for a cepa experimentada em laboratório.
A descoberta deste receptor único, que pode ser fixado para deter a invasão do parasita através do sangue, deixa de esperar uma solução mais eficaz que um dia poderá erradicar a doença. Atualmente, a malária ainda mata 781.000 pessoas ao ano e 85% das crianças com menos de cinco anos na África subsaariana, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
(Com agência France-Presse)


Enviado por: Ana Luiza Neunfeld

HIV na mira de vacina brasileira

Uma nova vacina preventiva para Aids está obtendo resultados promissores em testes com camundongos. Desenvolvido por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), o composto tem como diferencial conseguir driblar a principal característica do vírus HIV: sua mutabilidade.
O HIV replica-se e espalha-se muito rapidamente pelo organismo. Como não há tempo para o controle de qualidade da replicação, ocorrem erros nesse processo e o vírus muda de forma. Assim, cada pessoa infectada passa a ter uma diversidade viral.
A nova vacina utiliza fragmentos de proteínas do HIV que se mantêm conservados na maioria das formas do vírus e são responsáveis por deflagrar a resposta imunológica do organismo. Esses fragmentos foram retirados do subtipo B do vírus, que responde por 90% dos casos de Aids no Brasil.
A escolha dos fragmentos foi feita com base no monitoramento, iniciado em 2001, de um grupo especial de portadores de HIV, os chamados progressores lentos. Esses pacientes permanecem durante dez anos ou mais sem apresentar qualquer infecção, enquanto a média para aparição de sintomas é de cinco anos.
“Os fragmentos selecionados são capazes de gerar uma resposta imunológica em 100% dos progressores lentos e 90% dos pacientes de outros grupos”, diz o imunologista Edécio Cunha-Neto, que coordena a pesquisa.
Cunha-Neto explica que os fragmentos de proteína estimulam a produção de linfócitos T CD4, o principal alvo do HIV. Essas células regem as principais funções do organismo no controle de uma infecção: estimulam tanto células que produzem anticorpos quanto os linfócitos T CD8, que liberam toxinas em resposta ao vírus e matam as células infectadas.
A maioria das vacinas elaboradas até então focava no estímulo ao aumento dos linfócitos T CD8, mas a resposta dessas células é menos eficaz se os linfócitos T CD4 não estão ativados, ou seja, se ainda não tiveram contato com o vírus e não receberam estímulo para alimentar a resposta imune.

notícia completa: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2011/04/hiv-na-mira-de-vacina-brasileira

Liliam de Lima Lemos - 49024

Pesquisadores desenvolvem vacina contra Aids com 90% de eficácia

Uma equipe de pesquisadores espanhóis criou um protótipo de vacina contra o HIV "muito mais potente" que os desenvolvidos até agora. Os testes conseguiram uma resposta imune para 90% das pessoas sadias que foram expostas ao vírus.
A descoberta foi apresentada nesta quarta-feira em entrevista coletiva pelos responsáveis pela pesquisa, Mariano Esteban, do Centro Nacional de Biotecnologia do Conselho Superior de Pesquisas Científicas da Espanha (CSIC), Felipe García, do Hospital Clínic de Barcelona, e Juan Carlos López Bernaldo de Quirós, do Hospital Gregorio Marañón de Madri.
Após manifestarem uma grande eficácia em ratos e macacos, os testes começaram a ser aplicados em seres humanos há cerca de um ano. Nesta primeira fase, a vacina foi aplicada em 30 pessoas sadias, escolhidas entre 370 voluntários.
Durante o teste, seis pessoas receberam placebo e 24 a vacina. Estas últimas apresentaram "poucos" e "leves" efeitos secundários (cefaleias, dor na zona da injeção e mal-estar geral). Por isso, é possível afirmar que "a vacina é segura para continuar com o desenvolvimento clínico do produto", ressaltou Quirós.
Em 95% dos pacientes, a vacina gerou defesa (normalmente atinge 25%) e, enquanto outras vacinas estimulam células ou anticorpos, este novo protótipo "conseguiu estimular ambos", destacou Felipe García.
Para completar, em 85% dos pacientes as defesas geradas se mantiveram durante pelo menos um ano, "que neste campo significa bastante tempo", acrescentou.


 
Enviado por: Vanice R. Poester

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Notícia: Imunoterapia pode ser nova arma no combate ao câncer de pâncreas


Um estudo atual realizado por pesquisadores do Baylor College of Medicine, nos Estados Unidos, está testando uma nova imunoterapia no combate ao câncer de pâncreas. O objetivo é criar uma "vacina" que possa ativar o sistema imunológico de uma pessoa, para atacar o câncer microscópico que pode ser eliminado depois que um tumor é removido, cirurgicamente.
"Quando as pessoas falam sobre o câncer de pâncreas é normalmente com uma perspectiva negativa," disse o pesquisador William Fisher. "Pacientes que passaram por cirurgia têm geralmente uma recorrência da doença. A doença está retornando, porque há células cancerosas microscópicas deixadas para trás que não podemos detectar e remover, completamente", acrescentou Fisher.
A vacina funciona por meio da ativação de uma proteína que treina o sistema imunitário para lançar uma forte rejeição a quaisquer células de câncer pancreático remanescente.
"Os pesquisadores criaram a vacina, a partir de uma célula de câncer pancreático, que foi manipulada para expressar uma proteína que não é encontrada em seres humanos. Essa proteína faz com que o corpo a rejeite", disse Fisher. "É o mesmo princípio, através do qual o corpo rejeita objetos estranhos, tais como os órgãos transplantados, de modo que a vacina faz com que o sistema imunológico combata as células cancerosas."
"Estamos na fase inicial de algo muito interessante na pesquisa do câncer de pâncreas. Nós pretendemos sequenciar o genoma de tumores desse tipo de câncer. Isso vai ser realmente uma abordagem genômica personalizada para tratar a doença", concluiu Fisher.

Fonte:

Enviado por:  Vinícius Ramos Puccinell

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Noticia : Excesso de limpeza pode prejudicar crianças

Adultos devem permitir que as crianças se sujem porque o excesso de limpeza pode prejudicar a capacidade da pele de se recuperar após ferimentos, indica um estudo feito por cientistas americanos.
Segundo os pesquisadores, bactérias que vivem normalmente na pele ativam um mecanismo que ajuda a prevenir inflamações quando nos machucamos.
Se comprovada, a revelação pode servir como base para a "hipótese da higiene", segundo a qual a exposição a germes no início da infância fortalece o organismo contra alergias.
Muitos especialistas acreditam que a obsessão por limpeza na sociedade moderna estaria por trás de uma explosão em casos de alergia em países desenvolvidos.
Bactéria 'boa'
A equipe de pesquisadores de Richard Gallo, professor da School of Medicine da University of California, em San Diego, identificou um mecanismo segundo o qual uma molécula encontrada em estafilococos - um tipo de bactéria presente naturalmente na pele - inibe a inflamação excessivamente agressiva da pele após um ferimento.
Os estafilococos - que são destruídos por desinfetantes e sabão - podem causar infecções se conseguirem entrar dentro do organismo das pessoas, mas na pele essas bactérias vivem sem causar problemas.
"Na verdade, esses germes são bons para nós", disse Gallo, que utilizou culturas de células de ratos e de seres humanos na pesquisa.
"A implicação do trabalho é que ele oferece uma base molecular para que entendamos a 'hipótese da higiene' e revela elementos da resposta cicatrizadora do ferimento que eram desconhecidos anteriormente."
"Isso pode nos ajudar a criar novas abordagens terapêuticas para doenças inflamatórias da pele", disse o especialista. 


Enviado por: Amanda Lucena Fernandes

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Aplicações terapêuticas dos anticorpos monoclonais

Olá pessoal! Achei esse artigo interessante, pois contém várias informações de diversos artigos sobre anticorpos monoclonais, como 

Resumo do artigo
Conduzir e apresentar revisão da literatura sobre a produção e uso clínico dos anticorpos monoclonais empregados no tratamento de doenças.
Métodos: Revisão sistemática de trabalhos científicos relevantes de banco de dados eletrônicos até janeiro de 2006. Foram selecionados artigos que abordassem o tema “anticorpos monoclonais” nos seguintes aspectos: definição, mecanismo de
ação, aplicação terapêutica e efeitos colaterais.
Resultados: Muitos anticorpos monoclonais estão licenciados para uso clínico e outros em desenvolvimento clínico avançado. As terapias baseadas neste grupo de biológicos apresentam vantagens e desvantagens quando comparadas a terapias convencionais. Versatilidade, especificidade, e ações não reproduzidas pelas drogas tradicionais são as vantagens desses bioterápicos.Entretanto, o alto custo reduz seu uso em larga escala.
Conclusão: Nos últimos anos anticorpos monoclonais passaram a ser uma terapia de primeira linha para uma variedade de condições que incluem infecções virais, distúrbios inflamatórios e neoplasias, além do mais, terapias baseadas em anticorpos podem ser desenvolvidas com sucesso para uso em situações clínicas onde nenhuma terapia efetiva esteja disponível. Médicos de diversas especialidades precisarão de mais experiências clínicas para usarem rotineiramente esses compostos e entenderem seus mecanismos básicos de ação.

link: http://www.asbai.org.br/revistas/Vol292/aplicacoes.pdf

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Juliana da Costa Ramos

Notícia: Gene P53: o guardião do genoma

A carcinogênese é um processo complexo no qual muitos genes estão envolvidos, principalmente os que regulam o crescimento celular,  estabilidade e reparo do DNA, imunidade e quimio-resistência às drogas.Um grupo de genes envolvidos nesse processo são aqueles conhecidos como genes supressores tumorais, que parecem agir como reguladores da proliferação celular.Como parte desse grupo destaca-se então, o gene p53, cuja mutação ou inativação está implicada no surgimento do câncer por levar ao aumento de uma população celular com maior instabilidade genética.Mutações no gene p53 ocorrem em cerca de 60% nas neoplasias, sendo consideradas as alterações genéticas mais frequentes nos tumores malignos humanos.O gene supressor tumoral p53 está situado no braço curto do cromossomo 17, e tem como produto de transcrição  a proteína 53 (p53), uma proteína nuclear  de 53 kilodaltons (kD), descoberta em 1979.A p53 é uma fosfoproteína composta por 375 aminoácidos, e a sua forma funcionalmente ativa é tetramérica (com quatro subunidades básicas idênticas que se unem constituindo a forma ativa da molécula).
Quando uma célula apresenta um gene mutado do gene p53, a proteína p53 fica com sua função comprometida, uma vez que a maioria dos tetrâmeros da molécula irá apresentar pelo menos uma das subunidades alterada, como por exemplo, a troca de um aminoácido.A forma ativa da p53 tem vida média muito curta (cerca de 6 minutos), devido a sua rápida degradação, tornando-a difícil de detectar.Porém as formas inativas ou mutadas tendem a se acumular no núcleo das células.O termo de guardião do genoma é atribuído a p53 devido a sua função como “policial molecular”, monitorando a integridade do DNA e a proliferação de células com o DNA mutado.No caso de dano de DNA por agentes físicos, como por exemplo, radiação ultravioleta, raios gama ou ainda, por produtos químicos mutagênicos, o gene p53 é ativado, levando à transcrição da proteína p53.O acúmulo da p53 no núcleo da célula inibe o ciclo mitótico no início da fase G1 e ativa a transcrição de genes de reparo do DNA, impedindo assim a propagação do erro genético para as células filhas.Porém se o reparo do DNA não for satisfatório, a p53 dispara o mecanismo de morte celular programada.


Enviado por: Silvana Manske- 49062