quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Novas perspectivas em vacinas virais

Com base nas pesquisas moleculares sobre o genoma e proteínas, novas vacinas virais deverão ser utilizadas de forma rotineira nas próximas décadas. Por outro lado, espera-se que cada vez mais sejam associados diferentes antígenos imunizantes em uma mesma dose, visando a reduzir o número de aplicações de vacinas nas populações a serem imunizadas. Pela importância de sua estrutura científica e tecnológica, o Brasil deve aumentar a participação nos processos de desenvolvimento de novas vacinas e na avaliação de sua eficácia, envolvendo maior número de pesquisadores e tecnologistas, com o incremento de investimento nessas atividades.


 
Enviado por: Thaísa Bozzetti Gautério - 49049



Descoberta célula que impede que o sistema imunológico reaja ao câncer

Pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, descobriram que um tipo de célula do estroma, que expressa uma proteína de ativação dos fibroblastos, desempenha um importante papel na supressão da resposta imunológica na presença de tumores malignos. A pesquisa, publicada na revista Science, relata que a destruição dessas células permite o controle de um tumor previamente sem dominio pelo sistema imunologico do paciente.
As atuais vacinas desenvolvidas para induzir o sistema imunológico a atacar as células cancerosas têm mostrado alguma capacidade para ativar uma resposta imunológica no corpo. Porém, de forma inexplicável, elas ainda não afetaram o crescimento dos tumores. Os especialistas da área suspeitam que a atividade de células imunológicas é suprimida de alguma forma dentro do ambiente tumoral. Situação essa que até agora não conseguiu ser ultrapassada, porém o estudo começa a dar as primeiras luzes sobre o motivo pelo qual a resposta imune é suprimida.
Mesmo comemorando o sucesso da descoberta, Fearon alerta que “estes estudos foram feitos em camundongos e, embora haja muita sobreposição entre o sistema imunológico humano e dos ratos, nós não sabemos a importância destas descobertas para os seres humanos até que sejamos capazes de interromper a função das células do estroma tumorais expressando FAP em pacientes com câncer”.

 
Enviado por: Elisa Stuani Dosso - 49047

Notícia


Eaai pessoal! Achei uma notícia bem interessante que tem o título: ‘Brasileira usa protozoário da doença de Chagas em vacina contra o câncer’. Os resultados dos experimentos da estudante foram bons.


O Trypanosoma cruzi, protozoário que causa a doença de Chagas, pode ser a chave para a criação de uma vacina contra o câncer, segundo um estudo publicado por uma cientista brasileira na revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos. O trabalho é fruto da pesquisa de doutorado de Caroline Junqueira na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Para entender como pode existir uma vacina contra o câncer, é preciso compreender primeiro como o corpo tenta se defender da doença. As células cancerosas produzem uma proteína chamada "antígeno tumoral", que as demais células não produzem. Quando o sistema de defesa do corpo percebe a presença dessa proteína, gera uma resposta direcionada contra ela.
O coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Vacinas disse que ‘Um dos aspectos mais difíceis do combate ao câncer é induzir no sistema imunológico uma resposta eficiente e duradoura’
A equipe conseguiu desenvolver uma cepa – subtipo – bem mais fraca do protozoário, que não chega a provocar doença nem infecção, mas que induz uma resposta do corpo. Além disso, os cientistas promoveram uma alteração genética no T. cruzi.
Eles colocaram no protozoário o gene responsável pela produção de um antígeno tumoral chamado NY-ESO-1. Assim, o T. cruzitransgênico gera uma memória no sistema imunológico, que passa a destruir tumores rapidamente.
“Isso pode dar uma luz de como se deve desenvolver uma vacina para o câncer”, conclui Gazzinelli, com a cautela que toda descoberta merece. “Se vai ou não passar para os testes em humanos ainda precisa ser discutido”.


Enviado por: Alessandra Cardoso

Pesquisas indicam ligação entre antibióticos e obesidade

Resumo:

A notícia fala sobre a utilização excessiva de antibióticos que além de tornar as bactérias mais fortes também altera o equilíbrio microbiano do estômago assim tornando os pacientes mais suscetíveis a ganhar peso.

 "O uso excessivo de antibióticos tem levado à criação de bactérias resistentes aos medicamentos, conhecidas como superbactérias, tais como a Staphylococcus aureus, resistente à meticilina. Agora, porém, pesquisadores estão verificando uma possibilidade igualmente inquietante: o abuso de antibióticos também pode estar contribuindo para a crescente incidência de obesidade, bem como para alergias, doenças inflamatórias intestinais, asma e refluxo gastroesofágico" 

Enviado por: Nicole Soares Guidony Pereira - 49051


Vacina contra HPV previne lesões anais pré-cancerosas

Uma vacina contra o papilomavírus humano (HPV), infecção sexualmente transmissível que pode causar câncer de útero nas mulheres, também previne a maior parte das lesões pré-cancerosas anais em homens homossexuais, destacou um estudo publicado na revista New England Journal of Medicine.

                Os homens vacinados contra o HPV tiveram 75% menos lesões anais que evoluíram para o câncer do que outros que receberam um placebo. As descobertas foram divulgadas um dia depois de que um comitê de especialistas instou os Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos a recomendar a vacinação de rotina contra o HPV em meninos de 11 e 12 anos. Espera-se que o CDC aceite a recomendação e emita um anúncio formal em dois meses.

                Se detectadas a tempo, as lesões causadas pelas quatro cepas do HPV particularmente virulentas podem ser eliminadas, prevenindo o desenvolvimento do câncer. Mas os especialistas dizem que a vacinação contra o HPV é crucial antes de as pessoas começarem a vida sexual.
                Segundo dados oficiais, nos Estados Unidos são diagnosticados 6.000 casos de câncer de ânus e cerca de 800 pessoas morrem por causa da doença. "O que este estudo mostrou é que estes tipos de câncer e mortes poderiam ser evitados", disse o cientista chefe das pesquisas, Joel Palefsky, diretor da Clínica de Neoplasia Anal da Universidade da Califórnia, em San Francisco.
 
Enviado por: Silvana Manske- 49062

Descoberta de bactéria que se alimenta de arsênio pode redefinir a química da vida.


Oi pessoal! Achei essa notícia da Veja do ano passado bem interessante, acho que já comentamos sobre esse assunto na aula resolvi compartilhar. 

Notícia: Descoberta de bactéria que se alimenta de arsênio pode redefinir a química da vida.

A Nasa descobriu uma bactéria que se comporta como um ser extraterrestre – ou como os cientistas imaginam que um organismo assim se comportaria. Mas o achado foi feito em solo terrestre, ou melhor, em um lago da Califórnia onde a concentração de arsênio é altíssima.
O lago Mono é conhecido pela hipersalinidade e pela alta concentração de arsênio. Em grandes quantidades, este elemento químico é tóxico para a maioria dos seres vivos. Mas o microorganismo descoberto pela Nasa conseguiu se adaptar ao ambiente hostil, substituindo o fósforo – um dos seis elementos considerados essenciais à vida – pelo arsênio. O estudo será publicado na revista Science e foi liderado pelo Instituto de Astrobiologia da Nasa.
A bem sucedida substituição do fósforo por arsênio indica haver chances para a vida mesmo sob condições consideradas adversas. Isso aumenta as perspectivas de desenvolvimento da vida e amplia o escopo das buscas por formas extraterrestres.
A base da vida - Cerca de 98% do corpo humano é formado por apenas seis elementos: carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, enxofre e fósforo. São os elementos-chave da vida. Combinados, formam os principais grupos de compostos orgânicos: as proteínas, os carboidratos, os lipídios e os ácidos nucleicos. Em tese, é possível que uma combinação diferente de elementos na tabela periódica exerça as mesmas funções vitais. Como o arsênio possui propriedades químicas semelhantes ao fósforo, cientistas já haviam teorizado que seria possível trocar um elemento pelo outro e ainda manter a estrutura física das moléculas. Mas isso não havia sido observado na natureza.
Partindo dessa ideia, a equipe de pesquisadores liderados pela bioquímica Felisa Wolfe-Simon isolou uma cultura de bactérias da família Halomonadaceae do Lago Mono. Esse lago super-salgado é considerado inóspito para a maioria dos seres vivos. Os cientistas cultivaram as bactérias em uma solução salina de fósforo e foram alterando a concentração gradativamente, substituindo o elemento por arsênio. As bactérias conseguiram se adaptar à solução e passaram a integrar o arsênio na sua estrutura celular. Em vez de fósforo, os pesquisadores passaram a encontrar arsênio nas moléculas.
Por causa dessa descoberta a ciência terá que fazer uma “busca mais profunda do conceito da arquitetura da vida”, diz Vera Solferini, bióloga do Departamento de microbiologia do Instituto de Biologia da Unicamp. Felisa acredita que a maior descoberta não está no Lago Mono. “Se um organismo pode realizar algo tão inesperado na Terra, o que mais a vida pode fazer que não vimos ainda?”, pergunta. “É hora de descobrirmos”.

Gostaram? Então comentem para discutirmos! Aqui está o link da notícia: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/nasa-descobre-bacteria-que-se-alimenta-de-arsenio


Enviado por: Mariana Leivas Schneider - 49052

Notícias

Olá! Hoje, no site G1, saiu a seguinte notícia: "Cientistas anunciam novo remédio contra a malária", e junto com essa notícia, achei outro link interessante do mês passado : " Cientistas divulgam avanço em vacina contra a malária".
Vale a pena dar uma olhada nessas duas reportagens!


Notícia 1: 
"Cientistas anunciam novo remédio contra a malária" :


Em artigo publicado na revista "Science", pesquisadores afirmaram, nesta quinta-feira (17/11/2011), terem descoberto um novo composto que pode ser usado com um remédio mais eficaz contra a malária. A substância ataca o parasita transmissor da doença em dois locais: fígado e corrente sanguínea. Opções anteriores não tinham efeito sobre infecção no fígado. Em testes em camundongos, a medicação tomada oralmente protegeu o fígado e teve resultados no sangue melhores do que os obtidos com os remédios atuais.
A malária, doença tropical infecciosa causada pelo protozoário Plasmodium falciparum, infecta primeiro mosquitos, que serve como um vetor da doença. Quando o inseto pica uma pessoa, e o parasita entra no organismo, seu alvo é o fígado, onde se multiplica, e posteriormente vai para o sange, onde causa os sintomas, como febre, dores de cabeça fortes, vômitos, fadiga, entre outros. Não há vacina para combater essa doença, e remédios anteriores contra a malária limpavam o protozoário apenas no sangue, não eliminando a doença do corpo totalmente. Isso mostra a importância da descoberta, e segundo a pesquisadora Elizabeth Winzeler, lider do grupo,com mais estudos outros compostos da mesma família podem ser identificados e usados contra a doença. 


Link:http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/11/cientistas-anunciam-novo-remedio-contra-malaria.html


Notícia 2: 
 " Cientistas divulgam avanço em vacina contra a malária"


Uma vacina experimental reduziu pela metade a incidência da malária entre crianças africanas envolvidas em um teste de grande escala, e provavelmente se tornará o primeiro medicamento preventivo a ser usado contra essa doença letal. Estudos mostraram que a vacina protegia de forma adequada contra a malária, inclusive os casos graves, em bebês de 5 a 17 meses na África, onde a doença, transmitida por mosquitos, mata centenas de milhares de crianças por ano. Porém, especialistas salientaram que a vacina, conhecida como RTS,S ou Mosquirix, não levará a uma rápida erradicação da doença, mas irá contribuir para controlar a malária.
Os testes com a vacina continuam, mas os pesquisadores que analisaram os dados das primeiras 6.000 crianças que foram testadas, concluíram que, após 12 meses de acompanhamento e três doses da RTS,S, a incidência da malária clínica diminuiu 56 por cento nas crianças, e os casos severos tiveram queda de 47 por cento.
A malária é causada por um parasita transmitido pela saliva dos mosquitos. A vacina RTS,S é acionada quando o parasita entra na corrente sanguínea humana, depois da picada do mosquito. Ao estimular uma reação imunológica, ela pode evitar que o parasita amadureça e se multiplique no fígado.Sem essa reação imunológica, o parasita volta para a corrente sanguínea e contamina os glóbulos vermelhos, causando febre, dores no corpo e eventualmente a morte.Joe Cohen, um dos inventores da RTS,S, disse que os dados são robustos e consistentes, mostrando uma eficácia em torno de 50 por cento da vacina. Os efeitos colaterais, incluindo febre e inchaço na área da injeção, foram semelhantes em crianças que receberam a RTS,S e um placebo.
Juliana da Costa Ramos - 49029