sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Aplicações terapêuticas dos anticorpos monoclonais

Olá pessoal! Achei esse artigo interessante, pois contém várias informações de diversos artigos sobre anticorpos monoclonais, como 

Resumo do artigo
Conduzir e apresentar revisão da literatura sobre a produção e uso clínico dos anticorpos monoclonais empregados no tratamento de doenças.
Métodos: Revisão sistemática de trabalhos científicos relevantes de banco de dados eletrônicos até janeiro de 2006. Foram selecionados artigos que abordassem o tema “anticorpos monoclonais” nos seguintes aspectos: definição, mecanismo de
ação, aplicação terapêutica e efeitos colaterais.
Resultados: Muitos anticorpos monoclonais estão licenciados para uso clínico e outros em desenvolvimento clínico avançado. As terapias baseadas neste grupo de biológicos apresentam vantagens e desvantagens quando comparadas a terapias convencionais. Versatilidade, especificidade, e ações não reproduzidas pelas drogas tradicionais são as vantagens desses bioterápicos.Entretanto, o alto custo reduz seu uso em larga escala.
Conclusão: Nos últimos anos anticorpos monoclonais passaram a ser uma terapia de primeira linha para uma variedade de condições que incluem infecções virais, distúrbios inflamatórios e neoplasias, além do mais, terapias baseadas em anticorpos podem ser desenvolvidas com sucesso para uso em situações clínicas onde nenhuma terapia efetiva esteja disponível. Médicos de diversas especialidades precisarão de mais experiências clínicas para usarem rotineiramente esses compostos e entenderem seus mecanismos básicos de ação.

link: http://www.asbai.org.br/revistas/Vol292/aplicacoes.pdf

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Juliana da Costa Ramos

Notícia: Gene P53: o guardião do genoma

A carcinogênese é um processo complexo no qual muitos genes estão envolvidos, principalmente os que regulam o crescimento celular,  estabilidade e reparo do DNA, imunidade e quimio-resistência às drogas.Um grupo de genes envolvidos nesse processo são aqueles conhecidos como genes supressores tumorais, que parecem agir como reguladores da proliferação celular.Como parte desse grupo destaca-se então, o gene p53, cuja mutação ou inativação está implicada no surgimento do câncer por levar ao aumento de uma população celular com maior instabilidade genética.Mutações no gene p53 ocorrem em cerca de 60% nas neoplasias, sendo consideradas as alterações genéticas mais frequentes nos tumores malignos humanos.O gene supressor tumoral p53 está situado no braço curto do cromossomo 17, e tem como produto de transcrição  a proteína 53 (p53), uma proteína nuclear  de 53 kilodaltons (kD), descoberta em 1979.A p53 é uma fosfoproteína composta por 375 aminoácidos, e a sua forma funcionalmente ativa é tetramérica (com quatro subunidades básicas idênticas que se unem constituindo a forma ativa da molécula).
Quando uma célula apresenta um gene mutado do gene p53, a proteína p53 fica com sua função comprometida, uma vez que a maioria dos tetrâmeros da molécula irá apresentar pelo menos uma das subunidades alterada, como por exemplo, a troca de um aminoácido.A forma ativa da p53 tem vida média muito curta (cerca de 6 minutos), devido a sua rápida degradação, tornando-a difícil de detectar.Porém as formas inativas ou mutadas tendem a se acumular no núcleo das células.O termo de guardião do genoma é atribuído a p53 devido a sua função como “policial molecular”, monitorando a integridade do DNA e a proliferação de células com o DNA mutado.No caso de dano de DNA por agentes físicos, como por exemplo, radiação ultravioleta, raios gama ou ainda, por produtos químicos mutagênicos, o gene p53 é ativado, levando à transcrição da proteína p53.O acúmulo da p53 no núcleo da célula inibe o ciclo mitótico no início da fase G1 e ativa a transcrição de genes de reparo do DNA, impedindo assim a propagação do erro genético para as células filhas.Porém se o reparo do DNA não for satisfatório, a p53 dispara o mecanismo de morte celular programada.


Enviado por: Silvana Manske- 49062

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Influências do exercício na resposta imune

O estudo da relação entre o exercício e a resposta imune ganhou força na década de 70,tendo como principais áreas de interesse o estudo da infecção em atletas submetidos a grandes esforços, o exercício como modelo de estresse e a resposta do treinamento como resposta à situações de estresse. O exercício gerando um desvio da homeostase orgânica leva à reorganização das respostas de diversos sistemas, entre eles o imune. As respostas ao exercício afetam o sistema imune, tanto na resposta inata (neutrófilos, macrófagos e células natural killer), como em seu componente humoral, proteínas de fase aguda, sistema do complemento e enzimas, como o sistema imune adaptativo, em seu componente celular (linfócitos T e B), como no componente humoral (anticorpos e citocinas). Podemos dizer que, de modo geral, o exercício de intensidade moderada, praticado com regularidade, melhora a capacidade de resposta do sistema imune, enquanto o exercício de alta intensidade praticado sob condições estressantes provoca um estado transitório de imunodepressão.


Enviado por: Fernando Faria - 49033

Notícia: Trio que estuda sistema imunológico leva Nobel de Medicina

Os cientistas Bruce Beutler, dos Estados Unidos, Jules Hoffmann, de Luxemburgo, e Ralph Steinman, do Canadá, receberam nesta segunda-feira o prêmio Nobel de Medicina de 2011. O trio de pesquisadores foi agraciado por seus trabalhos sobre o sistema imunológico.
Os pesquisadores foram premiados porque suas pesquisas "revolucionaram a compreensão do sistema imunológico, ao descobrir as principais chaves de sua ativação". Ainda de acordo com o comunicado: "Beutler e Hoffmann compartilham metade do prêmio por seus trabalhos sobre o sistema imunológico inato. Steinman é recompensado por seus trabalhos sobre o sistema imunológico de adaptação".

Descobertas - Os cientistas direcionaram suas pesquisas para encontrar as chaves essenciais do sistema imunológico, necessário para defender o corpo do ataque de bactérias e outros microrganismos.
Beutler e Hoffmann descobriram, em 1996, proteínas receptoras capazes de reconhecer os microrganismos que fazem mal ao corpo e ativar a imunidade inata - o primeiro passo para a resposta do sistema imunológico. Já Steinman foi premiado por sua descoberta em 1973, sobre células dendríticas, que ajudam a regular a imunidade adaptativa, o segundo passo da resposta do sistema de defesa.
A primeira linha de defesa, imunidade inata, pode destruir microorganismos invasores e desencadear uma inflamação que contribui para bloquear o ataque. Se os microorganismos conseguirem romper esta linha de defesa, a imunidade adaptativa entra em em ação. Com os linfócitos T e B, ela produz anticorpos e células assassinas para destruir as células infectadas. Depois de conseguir vencer a agressão infecciosa, o sistema imunológico adaptativo mantém uma memória imunológica. Ela permite uma mobilização mais rápida e uma resposta mais potente da próxima vez que ocorrerem os ataques do mesmo microorganismo.
“As descobertas dos três ganhadores do Prêmio Nobel abriram novos caminhos para o desenvolvimento de prevenção e tratamento contra infecções, câncer e doenças inflamatórias”, diz o comunicado. De acordo com o anúncio, o trabalho dos pesquisadores tem sido fundamental para aprimorar as vacinas contra doenças infecciosas e também no combate a tumores. Além disso, as descobertas contribuem com novas pistas sobre o tratamento de doenças inflamatórias em que os componentes do sistema de autodefesa atacam os próprios tecidos do corpo.

Steinman faleceu três dias antes do prêmio ser anunciado, vítima de um câncer de pâncreas.
Segundo nota da Universidade de Rockefeller, Ralph Steinman, do Canadá, morreu no último dia 30. "Ele foi diagnosticado com câncer de pâncreas há quatro anos, e a vida dele se prolongou graças à aplicação de uma imunoterapia à base de células dendríticas que ele mesmo criou", disse o comunicado.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/nobel-de-medicina-para-trio-de-pesquisadores-sobre-o-sistema-imunologico

Enviado por: Liliam de Lima Lemos - 49024

Notícia: Anticorpos recém-identificados melhoram eficácia de vacina contra pneumonia'.

 Oi, pessoal! Achei essa notícia interessante e gostaria de repassar!
O título da notícia é ' Anticorpos recém-identificados melhoram eficácia de vacina contra pneumonia'.
Trata sobre a descoberta da eficácia de anticorpos em atingir a bactéria causadora da pneumonia (Streptococcus pneumoniae, vulgarmente chamada Pneumococo).
Eles atuam no fenômeno "quorum sensing" por onde há a comunicação entre as bactérias e fazem com que genes que poderiam matar outras bactérias semelhantes sejam expressados, assim, enfraquecendo os mecanismos de defesa da Streptococcus pneumoniae, impedindo que cresçam e sobrevivam.
Acredita-se que esses anticorpos, se inseridos nas vacinas atuais, melhorarão sua eficácia, pois atualmente a vacina não cobre todas as cepas da bactéria. "

Aí vai o link da notícia: http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/21084/geral/anticorpos-recem-identificados-melhoram-eficacia-de-vacina-contra-pneumonia

Obrigada!
Thaísa Bozzetti Gautério - 49049.

domingo, 18 de setembro de 2011

Notícia: Flavonoides regridem tumores em estudo desenvolvido no IB

Além de componentes naturais, pesquisadores usaram composto sintético
Estudo experimental desenvolvido no Instituto de Biologia (IB) com os flavonoides quercetina, narigina e morina, além do acetoxi DMU, mostrou-se promissor na regressão do câncer e no aumento da sobrevida em ratos. Embora os resultados sejam ainda preliminares, o tratamento terapêutico com todos os quatro compostos foi capaz de inibir em até 50% o crescimento tumoral do carcinossarcoma de Walker 256 (específico de ratos) e houve uma sobrevida de uma média de 60% dos animais na vigência de tratamento, em relação aos ratos que não receberam tratamento nenhum. Na prática, cada grupo de compostos avaliado somava dez ratos. Destes, em uma média de quatro, o tumor regrediu completamente com o tratamento proposto, sendo que, nos outros seis, o tamanho do tumor diminuiu 50%.
Segundo outros estudos, o consumo de alimentos ricos nesses compostos utilizados nos testes está associado a uma redução no risco de desenvolvimento de certas doenças e deve ser estimulado, como por exemplo: o vinho tinto, a cebola, a maçã e os chás verde e preto, dentre outros. Porém, apenas uma dose certa de cada composto mostrou-se benéfica, pois quando utilizados em grandes quantidades, ao invés de terem um efeito benéfico, os indivíduos podem ter prejuízos. “A contribuição futura do estudo concorrerá para que este tratamento sirva como terapêutica contra o câncer em seres humanos” - acredita Hiroshi Aoyama.
O modelo tumoral escolhido no estudo, o carcinossarcoma de Walker 256 é um tumor genérico que se assemelha a alguns tipos de câncer no ser humano, como o pulmonar, o pancreático e o gastrointestinal. Indivíduos que apresentam o tumor, geralmente desenvolvem caquexia, sendo caracterizada pela perda de peso progressiva, que ocorre devido ao uso das reservas de gordura e também dos músculos do corpo do indivíduo para o suprimento do tumor. E, neste trabalho, foi possível abrandar a caquexia.
Apesar dos bons resultados, os testes nesta tese foram feitos apenas com o carcinossarcoma de Walker 256. Portanto, ainda não é prudente fazer extrapolações para outros tipos de câncer, já que, até chegar à cura, há muito por se estudar. Mas uma das metas do grupo de pesquisa de Hiroshi Aoyama é dar continuidade a esses experimentos, pois para chegar aos seres humanos, muitas outras análises bioquímicas serão necessárias.

Enviado por: Priscila Halicki

Notícia

Oi gente, estou mandando esse artigo que achei muito interessante, o nome é
Eles descobriram que terapias para suprimir a angiogênese (crescimento dos vasos sanguíneos) nos tumores, acabam retardando o crescimento do câncer. Observando que as células de câncer de ovário quando expostas a condições hipóxia (baixo oxigênio) secretam sinais químicos que suprimem o sistema imunológico, impedindo de matar as células anormais cancerosas.
            "Pela primeira vez, estamos percebendo que os dois programas, a angiogênese e a supressão imune, são regulados e mediados pelos mesmos tipos de célula.Criando novas oportunidades terapêuticas com base no linfócito T regulador.
            Cultivaram células de câncer de ovário em diferentes situações com base nas quantidades de oxigênio, que apresentando diferenças nas proteínas “quimiocinas” atestando que a molécula de sinalização CCL28 era mais abundante em hipóxia. Acreditando que induziam tolerância imunológica mas,notaram que os tumores projetados para expressar a CCL28 cresciam mais rápido.
Juntos, os dados sugerem que a hipóxia suprimem a reação imunológica através dos linfócitos T reguladores, promovendo a formação de vasos sanguíneos. Portanto, para obter o máximo das drogas anti-angiogênese, é necessário bloquear as células T reguladoras.
            "As ferramentas para eliminar as T reguladoras não estão disponíveis na clínica,porém logo estarão. Outra implicação é que, se a terapia anti-angiogênese induz hipóxia, isso poderia criar um rebote de aumento dos linfócitos T reguladores. Sendo responsável por parte da resistência depois que a anti-angiogênese terapêutica é instituída", analisa Coukos.



Jéssica 49057

Publicada em: 18 de julho de 2011, às 09h40min: Liga contra o câncer